quinta-feira, 22 de agosto de 2013


Há dois anos ele caminha pelo mundo sem telefone, piscina, carros, nem cigarros. A liberdade máxima. Um extremista. Um viajante esteta cujo lar é a estrada. E agora, depois de dois anos errando, vem a última e maior aventura. A batalha culminante para manter o falso ser interior e concluir com vitória, a revolução espiritual. Sem continuar a ser envenenado pela civilização ele foge e caminha solitário pelo mundo para se perder em meio a natureza.

Chega a manhã em que sinto que nada mais precisa ser ocultado, ir embora parece surreal, mas meu coração nunca ficará longe daqui. Tão claro quanto respirar, quanto estar triste. Trago na carne o que aprendi, vou embora acreditando mais do que antes. E existe um motivo, um motivo para voltar. Enquanto cruzo o hemisfério tenho vontade de ir e desaparecer. Eu me machuquei, eu me curei, agora me preparo para pousar, já estou pronto para pousar. Este amor não tem limites.

 ( Trechos do filme: Na Natureza Selvagem )

Eu queria movimento e não um curso calmo de existência. Queria excitação e perigo e a oportunidade de sacrificar-me por meu amor. Sentia em mim uma superabundância de energia que não encontrava escoadouro em nossa vida tranquila. (Leon Tolstoi)

Não se deve negar (...) que estar solto no mundo sempre foi estimulante para nós. Está associado em nossas mentes a fuga da história, opressão, lei e obrigações maçantes, com liberdade absoluta, e a estrada sempre me levou para oeste. (Wallace Stegner)

( Trechos do livro: Na Natureza Selvagem )

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