segunda-feira, 26 de agosto de 2013
sábado, 24 de agosto de 2013
Chega um momento em que tu está tão em paz que tu não presta mais atenção no tempo - relógio. Tu ficas completamente conectado com o que está vivendo no momento, no espaço, paisagem, sensações, sentidos e palavras. A definição de tempo para o senso comum seria a passagem de minutos cronometradas atualmente através de um relógio, que regulam intervalos de atividades. O presente dura um curto período de tempo. E o passado já é agora a partir do momento que eu digito esta sequencia de palavras. Concluo para mim mesma que tudo isso é um tanto complexo.
Calmamente as coisas começam a retornar para os seus devidos lugares, com características e perspectivas completamente diferentes do que estávamos acostumados a ter e ver. Não é possível fugir daquilo que se sente.
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Há dois anos ele caminha pelo mundo sem telefone, piscina, carros, nem cigarros. A liberdade máxima. Um extremista. Um viajante esteta cujo lar é a estrada. E agora, depois de dois anos errando, vem a última e maior aventura. A batalha culminante para manter o falso ser interior e concluir com vitória, a revolução espiritual. Sem continuar a ser envenenado pela civilização ele foge e caminha solitário pelo mundo para se perder em meio a natureza.
Chega a manhã em que sinto que nada mais precisa ser ocultado, ir embora parece surreal, mas meu coração nunca ficará longe daqui. Tão claro quanto respirar, quanto estar triste. Trago na carne o que aprendi, vou embora acreditando mais do que antes. E existe um motivo, um motivo para voltar. Enquanto cruzo o hemisfério tenho vontade de ir e desaparecer. Eu me machuquei, eu me curei, agora me preparo para pousar, já estou pronto para pousar. Este amor não tem limites.
( Trechos do filme: Na Natureza Selvagem )
Eu queria movimento e não um curso calmo de existência. Queria excitação e perigo e a oportunidade de sacrificar-me por meu amor. Sentia em mim uma superabundância de energia que não encontrava escoadouro em nossa vida tranquila. (Leon Tolstoi)
Não se deve negar (...) que estar solto no mundo sempre foi estimulante para nós. Está associado em nossas mentes a fuga da história, opressão, lei e obrigações maçantes, com liberdade absoluta, e a estrada sempre me levou para oeste. (Wallace Stegner)
( Trechos do livro: Na Natureza Selvagem )
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Tu já parou para pensar o quanto tu vê e não enxerga?
Normalmente estamos acostumados a percorrer um caminho fixo dia após dia, seja ele qual for, indo para escola, faculdade, trabalho, fazer compras ou voltando para casa; Nós nos acostumamos com o caminho que passamos e paramos de prestar atenção nas coisas que nos cercam, na beleza dos prédios e em mínimos detalhes que existem no meio urbano.
Só tenho a afirmar que a rotina é capaz de nos cegar.
segunda-feira, 19 de agosto de 2013
domingo, 18 de agosto de 2013
Nossa mudança de humor varia da mesma forma que as mudanças climáticas, aposto que o humor ainda é mais instável do que o tempo.
Funciona como se fosse uma lei da vida. Tu atrai aquilo que tu transmite, é assim e não há a quem reclamar. Já ficou claro que és responsável por tudo que há de bom, assim como tudo de mal que se instala ao teu lado. Não pense que a pessoa que está ai sentada a sua frente é a peça que faltava no seu quebra-cabeça e responsável pela tua felicidade. Só tu mesmo tem o dom de manter os pés no chão, a cabeça erguida, os pensamentos negativos distantes e realizar aquela atividade que move em torno de 12 músculos: uma curva perfeita dos lábios ocasionando a exposição dos seus dentes e quando a ocasião permitir uma boa gargalhada, que por volta de 60 músculos diferentes ficam em movimentações.
Assim como os cuidados que se deve ter para manter uma flor viva, é necessário também cuidar de si próprio, como já dizia o Caio Fernando Abreu "cuide, cultive, queira o bem que o resto vem".
sábado, 17 de agosto de 2013
Remexendo em uns arquivos do computador, encontrei um trabalho que tive que elaborar para a disciplina de Antropologia no segundo semestre da faculdade. Foi necessário fazer um estudo etnográfico de algum grupo social. Sem nunca ter frequentado grupo de Yoga decidi ter esta experiência no dia 02 de fevereiro de 2013.
"Havia
em torno de 25 pessoas no local, o que chamou-me a atenção é que uma delas era
uma mulher que apresentava uns 40 anos e estava grávida. Fiquei surpresa por
ela procurar está prática. A sala compunha um enorme tapete e várias esteiras,
onde as pessoas ficam sentadas com os pés descalços e com as mãos sobre os
joelhos viradas para cima. Havia um incenso suave aceso e uma música indiana
para relaxar. Inicialmente
a instrutora começa dando uma breve explicação do que é o Yoga, para que serve,
como se aplica. Yoga é uma filosofia, que pode ser praticada por todas as
pessoas, que tenham religiões (qualquer religião) ou que não tenham também. É
uma prática de meditação, que busca cessar a mente, mas onde se permanece
completamente consciente. Normalmente os seres humanos da nossa sociedade ficam buscando a felicidade nas coisas materiais, sem
perceber que a felicidade está dentro de si.
Enquanto
a instrutora falava sobre os seres humanos que não perdoam o próximo e nem a si
mesmo e que as vezes carregam no ombro a culpa de tudo, percebi que com as
práticas de meditação as pessoas conseguem pensar melhor em seus atos e agir
com menos impulsividade. Nesse momento observei que um casal ficou se olhando
como se aquilo que a instrutora estava falando servisse para eles. Isso me levou
a pensar que muitas vezes as pessoas procuram o Yoga por não estarem bem com si
próprias e também por enfrentarem problemas familiares, relacionamentos, perdas
e outros.
Foi
fornecido no inicio da aula um folder e um material explicativo, onde explicava
sobre os três canais do corpo e do cérebro. (Relato aqui parte da explicação):
O Canal
Esquerdo (Ida Nadi), Canal Direito (Pingala Nadi) e o Canal Central (Sushumma
Nadi). Cada um destes canais tem características, locais no corpo e também tem
como referência elementos diferentes. O Canal
Esquerdo é o lado esquerdo do corpo e o direito do cérebro, os elementos são a
água e o ar. Suas características são, vontade, sentimento, emoção, desejo,
alegria, felicidade, memória. O Canal Direito é localizado no lado direito do
corpo, esquerdo do cérebro, os elementos são o fogo e a terra e suas
características é a ação, pensamento racional, planejamento e atividade. Por
fim o Canal Central, localizado ao longo da coluna vertebral até a região
fontanela, moleira. O elemento é Chaitanya (as vibrações divinas) e as
características são o propósito, equilíbrio, paz, tranquilidade, evolução.O
Canal Central é aquele que os
praticantes de Yoga tentam chegar ao longo da meditação. É o momento que a
pessoa não conversa com a sua mente inquieta, é quando ela cessa, deixa de
falar e a pessoa fica com a mente “vazia”, em paz."
Uma das explicações que
recebemos é que não é necessário frequentar as aulas de Yoga para ser um
praticante de meditação, pois o mestre é nós mesmos. Basta assistir uma aula
onde o Yoga é apresentado e ensinado. A partir daí tu és capaz de realizar onde
quiseres, não precisas ter compromisso com um determinado grupo. Pode ser
praticado sozinho. Sahaja Yoga é completamente gratuito, eles pregam que não se
deve cobrar para evoluir espiritualmente.
Meu objetivo era ir ao Yoga como
participante - curiosa. No começo me senti um tanto inquieta, não consegui alcançar a
meta inicial da meditação (cessar e mente), por oras ela vinha conversar comigo
e eu não conseguia me desprender de coisas simples que me levavam para outros
pensamentos (um dos principais desafios da Yoga), até ao focar na música
acabava conversando comigo mesma. Acredito que isso seja questão de prática.
Achei um tanto interessante e pretendo continuar frequentando para alcançar a
paz e equilíbrio interno."
Assim como existe a arte da liberdade também tem a arte da meditação.
“O homem, na sua
busca da felicidade, está se
afastando de seu próprio Si que é a única
fonte
verdadeira de paz e felicidade.”
– Shri Mataji Nirmala
Devi
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
A arte da liberdade
"Há um pássaro azul em meu peito que quer sair mas sou duro demais com ele, eu digo, fique aí, não deixarei que ninguém o veja. Há um pássaro azul em meu peito que quer sair mas eu despejo Whisky sobre ele e inalo fumaça de cigarro e as putas e os atendentes dos bares e das mercearias nunca saberão que ele está lá dentro. Há um pássaro azul em meu peito que quer sair mas sou duro demais com ele, e digo, fique aí, quer acabar comigo? Quer foder com minha escrita? Quer arruinar a venda dos meus livros na Europa? Há um pássaro azul em meu peito que quer sair mas sou bastante esperto, deixo que ele saia somente em algumas noites quando todos estão dormindo. Eu digo, sei que você está aí, então não fique triste. Depois coloco de volta em seu lugar, mas ele ainda canta um pouquinho lá dentro, não deixo que morra completamente e nós dormimos juntos assim com nosso pacto secreto e isto é bom o suficiente para fazer um homem chorar, mas eu não choro, e você?" (Charles Bukowski - Blue Bird)
Todas as imagens que costumo visualizar relacionadas a este poema, representam exatamente o que é relatado: uma pessoa cabisbaixa, embriagada, com um maço de cigarros ... Sempre que compartilhei estas frases expostas a cima do velho, safado e escritor, Charles Bukoswski, sentia-me triste e angustiada. No relato, esta pessoa sofre por não expor a sua verdadeira identidade, em alguns casos vive acorrentada em alguma alma, usa algemas, ou melhor, possui um relacionamento um tanto não saudável onde perde-se a liberdade. O que hoje em dia é absolutamente comum de se deparar, casais que não possuem limites e acabam se perdendo por ter mantido o seu pássaro azul em uma gaiola dentro de si, não permitindo que ninguém o conheça. Porém chega um momento que os pássaros que ali são aprisionados perturbam, cantam tão alto que tentam fazer com que a pessoa que está ao seu lado ouça, clamando por liberdade. Quando deparei-me com esta fotografia, lembrei no mesmo instante do poema e também do momento que vivo, pois os pássaros que incomodaram tanto e não foram atendidos, lutaram. Hoje são livres.
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